Congresso terá maior bancada feminina da história, e Professora Dorinha defende união para transformar representatividade em conquistas

29/10/2026

Com 18 senadoras e 109 deputadas federais a partir de 2027, presença feminina atinge recorde no Parlamento; líder da Bancada Feminina no Senado destacou a importância do diálogo entre diferentes partidos para avançar na defesa dos direitos das mulheres

O Congresso Nacional terá, a partir de fevereiro de 2027, a maior representação feminina de sua história. Serão 18 senadoras, o equivalente a 22% do Senado, e 109 deputadas federais, que representarão 21% da Câmara. Para a líder da Bancada Feminina no Senado, senadora Professora Dorinha (União), o resultado representa um avanço importante, mas também evidencia o desafio de transformar a maior presença de mulheres em participação efetiva nas decisões políticas do país.

“Ter mais mulheres no Congresso é uma conquista da democracia, mas não podemos nos contentar apenas com os números. Precisamos ter voz nas decisões, ocupar os espaços de poder e garantir que essa representação produza resultados concretos na vida das brasileiras. As mulheres não podem continuar sendo maioria na população e minoria nos espaços onde se decide o futuro do país”, afirma Dorinha.

O crescimento é expressivo em relação ao início da atual legislatura, em 2023, quando o Parlamento contava com 11 senadoras e 91 deputadas federais. No Senado, a eleição de 12 mulheres em um único pleito também estabeleceu um recorde.

Avanços, mudanças e diálogo
Apesar dos avanços, para a senadora, ampliar a representação exige também mudanças na forma como os partidos promovem e valorizam suas lideranças femininas. “Não basta incentivar uma mulher a disputar uma eleição se ela não encontra as mesmas condições de competitividade. Os partidos precisam compreender que a participação feminina não pode ser tratada apenas como uma exigência da legislação eleitoral. É uma questão de democracia, de oportunidade e de reconhecimento da capacidade das mulheres”, destaca.

Professora Dorinha defendeu o diálogo entre diferentes partidos para avançar em pautas comuns, como o combate à violência contra as mulheres, a autonomia econômica e a igualdade de oportunidades. “Temos diferenças políticas, mas também responsabilidades que nos unem. Proteger as mulheres, garantir seus direitos e ampliar oportunidades são prioridades que precisam estar acima das divergências partidárias”, afirma a senadora.

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